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O Portal 360º publicou recentemente em sua página na internet as diferenças modalidades de mergulho. Assim, facilita ainda mais, para quem já pratica ou esporte ou está pensando em iniciar a atividade pelos rios, lagos e mares brasileiros.
Veja abaixo o texto:
Livre ou autônomo? "Scuba" ou "snorkel"? Qualquer sinal de estranheza no seu olhar irá denunciar que você ainda não faz parte da tribo que busca aventuras sob as águas. A idéia desse texto é dar algumas dicas para você não "pague um mico" conversando com os iniciados na arte do mergulho.
Antes de mais nada, o mergulho se divide em categorias com características bastante distintas tais como o mergulho recreativo, comercial, científico e militar. O mergulho recreativo também pode ser dividido em algumas modalidades tais como o mergulho livre e o mergulho autônomo. O mergulho livre é feito sem o uso do cilindro (ou tanque) de mergulho e o mergulho autônomo faz uso dos cilindros com ar ou misturas de gases especiais ("nitrox" ou "trimix") comprimidos.
O nome mergulho autônomo vem para diferenciar de uma outra modalidade conhecida como mergulho dependente, onde o ar (ou outra mistura respiratória) é bombeado desde a superfície para o deslocamento e a vida do mergulhador "dependente" das mangueiras. O mergulho dependente é bastante comum no mergulho comercial (que costumamos chamar de mergulho profissional), mas, no mergulho recreativo é uma modalidade rara.
As modalidades do mergulho livre incluem o "snorkeling", uma modalidade tranqüila que exige poucos equipamentos: apenas uma máscara, um "snorkel" (ou tubo respirador) e um par de nadadeiras. Recomenda-se o uso de um colete próprio para "snorkeling" e uma roupa de proteção ("neoprene" ou "lycra", dependendo da temperatura da água). Eventualmente, pode ser usado um cinto de lastro. Nessa modalidade do mergulho livre, o praticante pode optar por permanecer todo o tempo na superfície, usando o "snorkel" para poder respirar, sem precisar tirar o rosto da água. Temos no Brasil, diversos lugares para praticar essa modalidade, mas alguns são especiais como Fernando de Noronha (PE), Abrolhos (BA), Bonito (MS) e a Chapada Diamantina (BA).
Existem modalidades extremamente radicais (e arriscadas...) no mergulho livre tais como as competições de apnéia. Os recordes mundiais dessas modalidades incluem números assombrosos tais como 160 metros de profundidade estabelecido pela mergulhadora americana Tanya Streeter ou o tempo de apnéia em repouso de 8´06¨ (oito minutos e seis segundos) estabelecido por Martin Stepanek, da República Tcheca. Para conhecer mais detalhes sobre essas modalidades de mergulho livre, fica a sugestão de visitar o website da AIDA Brasil (www.aidabrasil.com.br).
O mergulho autônomo recreativo tem limites bastante claros tal como a profundidade máxima de 40 metros. Para quem começa a mergulhar o limite de profundidade recomendado é de 18 metros. À medida que o mergulhador ganha experiência ou busca treinamento adicional, ele pode estender seu limite de profundidade para 30 metros. Esses limites de profundidade foram estabelecidos devido a certos riscos. Por exemplo, com o aumento da profundidade o ar passa ter características de gás anestésico, reduzindo nossos reflexos e nossa capacidade de raciocínio tornando maior a probabilidade de um acidente. Um curso de mergulho nos ensina como prevenir problemas, como reconhecê-los e como lidar com essas situações. As regras são bastante simples e fáceis de ser seguidas. Ignorá-las ou negligenciá-las pode levar a acidentes com conseqüências sérias que podem incluir a paralisia ou a morte...
Nos últimos anos, uma nova modalidade de mergulho recreativo começou a ganhar espaço: o chamado mergulho técnico. No mergulho técnico, os limites estabelecidos para o mergulho recreativo são ultrapassados. Os riscos de um acidente aumentam de forma expressiva. Para diminuir a probabilidade de um acidente nessa modalidade que depende absolutamente dos equipamentos, o treinamento, a qualidade do equipamento e a experiência do mergulhador são aspectos fundamentais.
http://360graus.terra.com.br/mergulho/default.asp?did=7058&action=reportagem
Por Carla Layane